
Esta é uma dor crônica, no momento esta aguda, ela vai e vem latejando incansávelmente.
Ela é como sexo, bom momentaneamente, mas na maioria das vezes o pós coito nos tras pensamos como "Meu Deus o que eu fiz?" ou "Eu deveria ter esperado mais".
Ainda não sei ao certo se sexo possui regras. Regras como: Quando? Onde? Como? Com quem? Por que?
Sei que me arrependo de muita coisa não feita, talvez me arrependa até de não ter transado contigo em momento algum. Quem sabe estou apenas confuso pela dor gritante que me apunhala a mente. Uma alucinação. Talvez seja apenas um momento putanesco que esteja passando.
Talvez seja um sentimento purulento de difícil correção. Estou obsoleto na questão prol (minha) vida.
Pareço apresentar um outro ser, alguém prestes a sair rasgando pudores, conceitos e etiquetas a lá socialite.
O que me faz crer, que uma amputação seria mais eficaz neste tipo de caso se possível fosse fazê-la.
Estou foragido, escondendo meu próprio eu.
Esquencendo meu ego, minhas piras e noções de realidade.
Estou a perigo.
Eu contra eu mesmo.
Como diz Boris Casói " Isto é uma vergonha!"
Preciso urgentemente encontrar-me novamente, e ficar no estilo zen de ser.
Para assim poder ter o tão sonhado final feliz.
"I'm too exhausting to be loved"
"A volatile chemical"
"Best to quarantine and cut out off"
Alanis Morissette