13 novembro 2008

Matemática de um Abandonado

Mais uma vez aqui estou.
Pra dizer a verdade, não consigo definir ao certo onde aqui é, e fico na dúvida se realmente estou aqui por alguma razão.
Meu nome é só mais um no meio da multidão.
Meus problemas por mais difíceis, tenho por mim que não são tão ruins quanto os seus. Você, minha rainha, és perfeita. Nada abala esta sua coroa. Nada moe as pedras do teu reino, nada passa despercebido, nem mesmo seu vinho.
Pelas pedras ainda existentes, tropeço em desgosto, ja passou-se várias estações e caímos no mês de agosto. Neste mês de maravilhas, flores, banquetes, fotos, conversas e cafés ao ar livre. Dia ou noite, horas impróprias, tudo era perfeito perante o momento. Eu e você, você e eu, momento raro, momento crítico, tudo era-me servido.
Passam-se dias, passam-se meses. A estação mudou, agora não mais me sinto numa das quatro estações.
Aqueço-me estranhamente no inverno com o calor da lenha melhorado com fotos e pensamentos mortos.
É fato que ainda lembro de momentos inanimados, talvez preguiça de deixá-los serem consumidos pelo fogo, ou quem sabe, medo de deixar tudo sumir sem volta, algo do tipo "Eternal sunshine of the spotless mind".
Nesta rodovia ainda não vi sinal de retorno.
Parando pra pensar no melhor, acho que linha reta é o melhor caminho.
Se não for, meu lucro se faz presente na matemática, pois sei que linha reta é a distância mais curta entre dois pontos.
O problema mor é: onde esta meu ponto?

10 novembro 2008

O Fim

- Você saiu sem dizer adeus.
- Eu te amo.
- Agora espera meu perdão?
- Não mais que eu quando lembro de você.
- Aproveitou de tudo o que me foi privado!
- Quer casar comigo?
- E acha que usar a frase "errar é humano" vai ajudar?
- Ai, meu amor, eu aceito.
- Não tens pena deste ser que aqui lhe implora?
- Quero ter filhos e filhos contigo.
- Não vês que meu arrependimento é verdadeiro?
- Quero passar minha esternidade contigo.
- Pra mim você está morta para sempre.
*** *** *** *** ***
Para meu bem ou para meu mal
Segues eterna.

03 novembro 2008

Porquinho - da - Índia

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .


— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.