31 dezembro 2008

Ano Velho Na Balança

Então passou-se o Natal, época mágica onde lembramos todos os que passam fome. Sim apenas por um dia nos lembramos deles, pois estes só sentem fome nesta época do ano mesmo.
Sim, chegou o Ano Novo, mais um ano se passou e mais um ano, conto sem você.
1, 2, 3, 4 contos de réis, será muito? Creio que não para seu olhar (ainda) de abandono.
É Ano Novo, com certeza vou dançar ao som de fogos, com novos aliados em relações suspeitas. Aventuras e níveis de diversões alcólicas sem a mínima vontade de sentir inibição. Sim, vou sentir meus ossos e minha cabeça gritarem por glicose e som estupidamente baixo no dia seguinte.
Será um momento de êxtase sem ecstasy. Apenas cuba libre, vodka e dois cubos de gelo.
Neste ano vou surtar, no próximo, quem sabe paro de juntar meus contos e começamos enfim uma fortuna juntos.
Carregaremos a felicidade, nosso principal sintoma, guardaremos nossos sonhos e construiremos nossa pequena grande fortaleza, aqui estarei, aqui estarás.
Este, e aqui sim será meu ano.
Até lá, sigo nos meus blá blá blás, fingindo ser bom comigo mesmo, que sou feliz e que adoro minha posição social.
Isto faz-me sentir pena de mim mesmo, este auto tratamento que é pior do que agulha em baixo da unha. trato-me assim e nem posso culpar ninguém. Não posso dizer que és responsável por minha infelicidade quando na verdade fostes a estrela principal num pequeno ato deste meu teatro.
Este ano ganhei muito, perdi mais ainda. Do que me sobrou ainda não coloquei na balança dos prós e contras.
Talvez minha perda estaja relacioanda ao passado, meu passado fez-me o que sou hoje.
Questiono-me, será que realmente perdi algo?
Feliz Blá Blá Blá pra todos vocês.

14 dezembro 2008

Algum Dia


Eu ja tentei de tudo, ser bom, ser melhor e até medi meus erros.
Nada deu certo.
Isto foi por tempos, mas o problema, foi que o erro não foi meu. Sim, foi seu.
Agora seja melhor, por favor. Será melhor pra todos nós.
Quem sabe no fim do dia tudo da certo.
Enquanto isto, vou esperar sentado, bebendo e fumando, perdendo meus segundos e formando novas rugas.
Sei que neste ponto estou errado meu bem, mas é melhor eu ficar quieto.
Pare de lenga lenga, doçuras e travessuras na cama. Seja inteligente, começe apenas por acertar a droga de meu nome enquanto fazemos sexo. Sexo barato, em cama de motel barato. Melhor do que seu sentimento made in china, olhar banhado a ouro (péssimo por sinal), um diamante de vidro.
O pior é que ainda assim penso em te agradar, um presente, um jantar, dividir meus segredos, colar em seu corpo pequenas marcas como prova do que sinto. Faze-la me ouvir e ouvi-la diariamente.
Mas isto, a... isto é um problema e me faz contar carneirinhos para tentar esquecer e me lembrar de tomar os remédios.
Percebo que minha vida se desgovernou. Não era nesta direção que seguia.
Mas...
Você, esta feliz! É tão linda e doce.

Eu, sobrevivente e ainda te amando.
Então...
Pegue este momento, e não seja tão egoísta.
Lembre-se de mim, nem que seja por um dia.
Algum dia.

09 dezembro 2008

Nosso Íntimo, Falsidade

Minha cadeira de área é boa, aguenta todo o meu peso. O peso por horas.
Meus pensamentos excêntricos e rotineiros, minhas dúvidas já respondidas por terceiros, meu projetos futuros e frustrações presentes.
Esta é minha vida e se resume no pensar sentimental. Pensar ou Pesar?

Este é meu sol e aquela é minha sombra, minha escuridão.
Por ela meus poros não exalam dor, nem deixo pedaços como sinal no ar.
Adoro ser subjetivo, por que sei que um dia o que planto voltará.
Esta é minha música meu amigo. Pra falar a verdade ela não trás felicidade e pra ser mais sincero, ela é deprimente.
O sol já esta baixo neste dia complicado, cada dia dura anos, meus anos são estilo darks, sombrios e chuvosos mas sempre aparece alguém que passa na rua ou mesmo no canto da calçada iluminando por segundos uma pequena área do asfalto negro.
Mais um dia passou, um novo chegou. Banho-me, arrumo minhas roupas e coisas necessárias para a continuidade do dia (minha rotina), entro no carro e sigo (trajeto já pré-determinado por minha vida).
Adentro o local onde o "X" estava marcado no mapa, a primeira coisa que sai da garganta:
- "Bom dia, como você está?"
Não sei explicar o porque, mas acabou por ouvir:
- "Bem, obrigado. E você?" - respondo robóticamente sem pensar no que me foi perguntado.


* Será só eu o idiota, ou somos todos de tendência a idiotice fazendo pessoas mais idiotas que nós felizes? Estranho não?

05 dezembro 2008

Relógio Biológico



"Waiting for you in the hotel at night, I knew I hadn't met my match, but every moment we could snatch. I don't know why I got so attached, It's my responsibility,and you don't owe nothing to me" - Amy Winehouse

Eu sei que as coisas são feitas de formas, e que talvez o problema seja meu de não estar me adaptando a esta sua nova forma de pensar.
Talvez eu finja uma felicidade ao ver-te abraçando as novas pessoas ou até mesmo as velhas.
Quem sabe eu lhe retribua o mesmo sorriso amarelo e sem sal que você tem-me feito durante tempos.
Poderia levar uma outra pessoa na festa e lhe apresentar como se fosse a minha formação do novo par.
Tentar criar ciúmes nesta altura do campeonato, não mereço, não o faço. Morro só, mas não lhe concederei este orgasmo, não, não este!
Dizem ser tão fácil esquecer alguém, juro que tentei, mas tudo volta a sua forma.
Acho que o que preciso é crescer.
Crescer deste meu mundo, levantar de todo este lixo.
Sacudir a poeira e sair.
Sair deste local.
Meu despertador ainda vai tocar.
Vou acordar e recuperar todo o tempo perdido.


"The sun goes down,(s)he takes the day but I'm grown, and in your grey, in this blue shade, my tears dry on their own" - Amy Winehouse

25 novembro 2008

Estranho Desejo

Após doze horas trancafiado dentro do hospital no que chamamos de plantão, desço feliz a escada comemorando o témino do mesmo. Três passos após a frente da sala de emergência, acendo um cigarro e ja sinto olhares de condeção apenas por estar vestido de branco com cigarro em mãos. Ao longe uma sirene faz-se ouvir. Ambulância a caminho.
"Parada cardíaca" é o que ouço no anúncio do autofalante (à la megafone).
Por obrigação e amor a vida ao próximo, digo "adeus cigarro", sem ao menos ter tempo de apagar a pequena cinza vermelha, assim, volto três passos adentro novamente.
Adentraram a sala de emergência, do lado de fora, a mãe chorando loucamente e uma moça abraçando a mesma (irmã talvez).
Situação: mulher 25 anos, envenenamento exógeno, encontrada caída ao lado da cama pela mãe que ligou para o resgate.
Comecei meu trabalho naquele momento crítico, fui ao ventilador mecânico e comecei a montagem das traquéias e programação de parâmetros para ajudar artificialmente aquele ser idiota que tomou uma potente combinação de remédios tarja preta em doses cavalares.
Tudo pronto, tudo ajustado, porém meu trabalho só encerra-se no fim de cada estória viva (ou morta).
O circo ainda estava pegando fogo, ela, sem nenhum batimento cardíaco. Os auxiliares de enfermagem, revezando-se de cinco em cinco minutos para eficácia da massagem cardíaca. Muita gente suada e cansada, era fim de expediente.
A decisão Divina demorou para publicar a sentença.
A moça atingiu seu estranho desejo.
Hora do óbito 19:45


Motivo do "auê": Segundo sua mãe, ela ja há algum tempo falava sobre suicídio. Seu (ex) namorado havia termianado pois conhecera outra. Ela, como o via feliz com a atual se sentia mal. Deu-se então este fim trágico.

22 novembro 2008

Um Novo 'Pra Esquecer O Velho



Já faz tempo que afasto a multidão,
'Pra controlar este tumor que me paraliza a cinco anos na prisão.
Quilômetros fiquei e ainda assim fui exposto,
Contava em minha agenda os dias faltantes pra te ver,
E quando o dia chegava sentia- me vivo, coisa tão simples, era tão platônico.
Coisa indefinida, indescritível e tudo incerto.
Nada verdadeiro.
Achava que amava por sentir uma queimação no peito
Não entendia os sinais, que na verdade era apenas você se afastando.
Achava que lhe conhecia, que era minha identidade.
E pra você foi tão fácil mentir,
Tudo pra conseguir...
Até mesmo quando dormíamos, tudo era uma farsa.
Estou sozinho e não quero recomeço,
Toco minha vida, trabalhando e alimentando meus cachorros.
Aprendo com meus cursos diários e faço meu senso como todo bom plantonista,
O sentimento acabou, sei que superei e não preciso mais viver tão escondido.
Não há nada que tenha restado para resgate.
Você é responsável por queimar minha fé.
A fé na raça humana.
Aquela que nos deixa um buraco na alma.
Nos joga na lama
Estou tão longe, tão longe do sol.
Pouca luz chega aqui, os vermes são frios mas receptivos,
Talvez esteja de passagem por curto espaço de tempo.
Tempo suficiente para achar outros olhos encantadores que me tirarão as dores.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

OBS: Não há controvérsia de ideias, antes questionem.

20 novembro 2008

Déficit de Audição por Tempo de Escuta



" Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta..."


Ouvir músicas atuais neste mundo recente é grave problema pra mente.
Não quero e me proíbo a ouvir algo do contexto atoladinha, créu ou o caralho a quatro.
Quero um copo com mistura de The pretenders, The Doors, Sixpense None The Richer, U2, Sia e doses cavalares de Alanis.
Meu lixo auditivo por pressão dos locais (que dizem ser familiares) mostra-se progressivamente ativo, mas na noite, nada posso fazer, finjo apenas que sou surdo, e mesmo assim, a droga penetra e fica martelando por horas e até por dias lateja.
Meus comparsas aderiram a um tipo de sertanejo sem conteúdo, mas que passa batido pelo roça roça das coxas. Galos e galinhas numa esfregação frenética alegando diversão.
Um distribuição gratuita de Monilíse e DST's.
Como é gostoso poder no dia seguinte arrotar a famoso "peguei!", sou o cara...
É assim que nos denominamos como os intelectuais Homo sapiens.
Conclusão: antes ser um macaco comendo banana, ao ser um destes portadores de oponência do polegar.

18 novembro 2008

Sexo a Distância


Eu não queria falar do clichê, nem mesmo voltar para (re)quesitos de minha vida, mas ultimamente meus pensamentos estão sendo controlados por uma força maior.
Queria eu ser unipresente ou melhor, unipotente. Queria mandar em você. Deixar a sua escolha apenas onde suas mãos me tocariam. Neste calor que se faz presente, a cama ja estaria molhada. Acho que não seria suor.
Na pequena visão turva, você por cima agarrando meus cabelos, abaixa a cabeça próximo a meu ouvido e diz algo que quase nunca compreendo, só sei que fico mais suado ainda.
Toda esta louca sensação é prolongada, as vezes você pede 'pra ficar por baixo, que te chame de vagabunda e que estapeie tua bunda.
Isto é loucura momentânea, isto é prazer sexual. Nós o seres animais.
Destes momentos muito fica marcado,
Sei que você não presta, mas ainda assim tenho meus pesares.
Voce perto, me irrita.
Você longe, me faz falta.
Queria controlar o sentimento e desejar você apenas no breu do momento.

13 novembro 2008

Matemática de um Abandonado

Mais uma vez aqui estou.
Pra dizer a verdade, não consigo definir ao certo onde aqui é, e fico na dúvida se realmente estou aqui por alguma razão.
Meu nome é só mais um no meio da multidão.
Meus problemas por mais difíceis, tenho por mim que não são tão ruins quanto os seus. Você, minha rainha, és perfeita. Nada abala esta sua coroa. Nada moe as pedras do teu reino, nada passa despercebido, nem mesmo seu vinho.
Pelas pedras ainda existentes, tropeço em desgosto, ja passou-se várias estações e caímos no mês de agosto. Neste mês de maravilhas, flores, banquetes, fotos, conversas e cafés ao ar livre. Dia ou noite, horas impróprias, tudo era perfeito perante o momento. Eu e você, você e eu, momento raro, momento crítico, tudo era-me servido.
Passam-se dias, passam-se meses. A estação mudou, agora não mais me sinto numa das quatro estações.
Aqueço-me estranhamente no inverno com o calor da lenha melhorado com fotos e pensamentos mortos.
É fato que ainda lembro de momentos inanimados, talvez preguiça de deixá-los serem consumidos pelo fogo, ou quem sabe, medo de deixar tudo sumir sem volta, algo do tipo "Eternal sunshine of the spotless mind".
Nesta rodovia ainda não vi sinal de retorno.
Parando pra pensar no melhor, acho que linha reta é o melhor caminho.
Se não for, meu lucro se faz presente na matemática, pois sei que linha reta é a distância mais curta entre dois pontos.
O problema mor é: onde esta meu ponto?

10 novembro 2008

O Fim

- Você saiu sem dizer adeus.
- Eu te amo.
- Agora espera meu perdão?
- Não mais que eu quando lembro de você.
- Aproveitou de tudo o que me foi privado!
- Quer casar comigo?
- E acha que usar a frase "errar é humano" vai ajudar?
- Ai, meu amor, eu aceito.
- Não tens pena deste ser que aqui lhe implora?
- Quero ter filhos e filhos contigo.
- Não vês que meu arrependimento é verdadeiro?
- Quero passar minha esternidade contigo.
- Pra mim você está morta para sempre.
*** *** *** *** ***
Para meu bem ou para meu mal
Segues eterna.

03 novembro 2008

Porquinho - da - Índia

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .


— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.

21 outubro 2008

Querer



Queria sentir o mesmo prazer que um fungo apresenta ao decompor seu pão com queijo.
Sentir o auge da adrenalina de uma barata preste a ser excrucidada.
Queria ver o tempo cicatrizando minhas velhas alegrias, e se desse, até voltar no tempo e tomar o lugar de uma criança que sentiu a prova do doce pela primeira vez.
Queria ser a dor da felicidade de uma velha após sua plástica, fruto do seu (re) sentimento ao ser abandonada no altar à frente se seus trezentos convidados.
Queria ser o resultado do trago de um maconheiro enraivecido pelo álcool.
Queria ser Van Gogh, expressando Elis em traços de tinta.
Queria estar vivo para ver que ninguém se importaria. Não com tantos compromissos.
Queria então ser o prazer do seu desprazer.
Queria possuir o impossível dos sentimentos.
Queria tudo, queria nada.
Queria saber o que eu realmente quero.

09 outubro 2008



N
ão falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor nos domine?
Minha resposta? o amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha. como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.


Juuh
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22 setembro 2008

Companhia Solidão



Eu fico pensando em coisas como "o que fiz de errado, o que seria melhor, fui excessivo?", nada me convém.
As vezes, devagar claro, me vêm um sorriso. De terceiros é claro.
No ponto de ônibus, acabei lendo uma poesia, já não o fazia há tempos, creio que medo de ler algo que me remetesse ao passado. Na lógica, acabei constatando que meu passado está em meu presente. Meu passado já meu superou há anos, e eu aqui. Círculo vicioso! Infinito.
Meu finito não sei quando e onde me espera. Não sei se estou pronto pra dar um último adeus. Aqueles do tipo virar sem olhar pra trás (olhar me faria [re]pensar antecipadamente na volta). Na verdade, queria adiar a partida (por quê? não faço ideia). De nada adiantaria ficar aqui, ficar com uma tonelada de flores vermelhas e brancas. Ficar sem poder dá-las a ninguém. Talvez, ninguém seja uma ótima companhia.
Companhia o que é isto? Tenho que praticar meu social. Minha atuação está em défcite.
Cia. me limita ao só, somente só. Tormenta sazonal.

Eterna mágoa



O homem por sobre quem caiu a praga

Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

Para todos os séculos existe

E nunca mais o seu pesar se apaga!


Não crê em nada, pois, nada há que traga

Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.


Sabe que sofre, mas o que não sabe

E que essa mágoa infinda assim não cabe

Na sua vida, é que essa mágoa infinda


Transpõe a vida do seu corpo inerme;

E quando esse homem se transforma em verme

É essa mágoa que o acompanha ainda!




Augusto dos Anjos
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10 setembro 2008

Vida.....


Sempre na minha vida busquei a compreender o que era o amor...Desde de criança, quando assistia os filmes ou lia algo a respeito, acho que sempre imaginava uma coisa doce e perfeita, e claro com um final feliz e sem fim.
Ao longo do tempo fui observando o que era, nunca achei a resposta. Eu sempre idealizei algo que nunca existiu e acho que nunca existirá....aquele louco e puro amor dos romances que li.
Minha vida amorosa anda um fracasso total, altos e baixos, uns querem muito ou não querem nada. Não entendo este vai e vem infernal.
O problema está em mim ou o mundo tá girando cada vez mais rápido?
Não entendo nada, não entendo as pessoas....o que elas buscam afinal??? O que elas buscam no final da estrada?
Será que existe alguma coisa oculta, por detrás da tão famosa frase "Eu amo Você", ou é simplesmente algo tão insignificante, tão piegas, que a gente possa interpretar como "não quero ficar sozinho".
É difícil entender como as coisas funcionam na realidade da pós modernidade...onde quanto mais se diz que gosta, mais você se engana consigo mesmo.
Você busca um ser perfeito....que siga o tal caminho, mas acaba se deparando com a vida agitada, sem limites de velocidades e quando vê, você bate em um muro de espinhos e solidão...Com medo de magoar a outra pessoa, você acaba se machucando e se ferindo....uma tortura atrás da outra.....
A vida segue....Você nem consegue respirar, o desejo de gritar é imenso, mas não consegue nem dar um passo...
A parede que separa vocês é sólida como uma rocha.....A decepção é inevitável...E a sensação de derrota é pior ainda.
O que fiz de errado?
Onde eu errei?
E assim você vai tocando sua vidinha, pensando em tudo que já viveu, as loucuras que já fez por alguém que não merecia....Sempre buscando ser otimista, mas com receio da felicidade....
A vida é um rio, correntezas, cascatas, com profundezas interminaveis e sem nenhuma certeza.....Mas com uma paisagem inesquecível, que nós mesmos podemos recriar.....
Sei que tenho muito que aprender ainda...estou só no começo da navegação....


Camila Scorpioni
Mais textos desta autora em: www.amoresublimeamore.blogspot.com

04 agosto 2008

Sen.Ti.

Eu não serei aquele que te dará certeza, mas sim aquele que deixará a dúvida. A mesma que a de Bentinho em relação a Escobar. Se isto não bastar como "meia palavra", e se não entendes minha razão, por ti nada posso fazer.
Ser explícito, já não mais faz parte de meu feitio.
Do meu progresso apenas meu presente, do meu passado apenas catástrofes. Lembro-me de vossa mercê e seu sorriso ornado, pequenas características impagáveis, coisas únicas, bem típicas do quadro pré românce adolescente.
Você?! Que culpa tens se sua personalidade é assim?
Eu? Culpado por acreditar em contos de fadas quando já crescido!
Se carrego tal ferida não dividirei com ser sequer.
Destes meus problemas nada lhe convém, não me interessa o desdém.
Assim como, não me interessa se pratica na cama tudo o que consta em seu livro de cabeceira.
Do nosso usado Kama-Sutra, acendo uma vela vermelha de sete dias com uma rosa ao lado. Da sua forma de lidar com nossa atual situação, acendo uma vela preta apenas.
Não velo sentimento vivo. Não velo meu passado sombrio. Velo apenas meu presente sem você e a falta do seu sorriso ornado.
Deste segredo guardado a sete chaves se faz presente a dor, a ilusão, a paixão e a rejeição.
Você, eu e meu pequeno mundo do complexo.

29 julho 2008

20 Minutos Contra Deus


Quando se está escalado para ser plantonista num hospital de grande ou que seja pequeno porte, sempre é imprevisível o que chegará.
Neste último fim de semana, fui submetido a esta imprevisibilidade. Um stress físico e psicológico.
Doze horas trancafiado em alas, da mais leve a mais pesada, dos melhores aos dos piores prognósticos.
Doze horas de correria nos cinco andares de enfermidades.
A correria no primeiro dia explica o cansaço do segundo dia.
Às 18:00 do domingo, sentado já com os atendimentos feitos, estava anotando os que foram atendidos, e pensando ufa! Acabei. Já eu vou descansar!
Às 18:10 o telefone na U.T.I. toca.
- Fisioterapeuta, favor comparecer a emergência!
Deus. Nos últimos segundos do plantão?!
Apesar do cansaço, desci as escadas correndo, pois esperar o elevador é prejuízo.
Uma parada cardíaca foi o que constatei ao entrar na sala de emergência.
O auxiliar de enfermagem fazendo a massagem cardíaca, outro aplicando as medicações próprias ao comando do médico responsável.
Problema que me fez descer até o local:
- O Ventilador Mecânico não ciclava.
Fui até o aparelho que já estava todo montado e ligado. Estava calmo pois já havia participado de procedimentos assim anteriormente.
Revendo a montagem (verificando se os tubos estavam corretamente ligados e acoplados), minha mente fluía, pensando em várias coisas, problemas. Fazendo-me lutar comigo mesmo para fazer meu melhor durante a tentativa de reverter um provável óbito.
O Ventilador mecânico estava montado corretamente e mesmo assim, não ciclava. Depois de analisar, decidi apertar o botão de liga e desliga (não sei o que fizeram anteriormente para causar este problema imbecil). Desliguei e religuei, programei nos parâmetros daquele paciente, e bingo... a ciclagem começou.
sim. mas eu gosto de ter pesadelos (sou excessão da regra da sociedade).
Voltei-me então para o ambú. Assumi o lugar da enfermeira que ali estava.O ambú sendo usado juntamente com a massagem cardíaca, ininterruptamente.
Cansaço...
Minha luta era capricho, comparando-se a luta daquele indivíduo deitado recebendo as massagens, brigando com a morte.
O indivíduo então, começou a sangrar pelo tubo traqueal. Muito sangue.
Chamei alguém para aspirar o sangue para que pudesse continuar a ambuzar o indivíduo. O sangue jorrou pelo tubo ao ser desconectado do ambú. Derramou no chão e algumas gotas em minha roupa. Pelo pescoço do paciente, sangue coalhado.
Era muito sangue!
O desfibrilador foi utilizado uma vez. Nada! A segunda vez. Nada! A terceira vez. Nada! Nem um mísero batimento cardíaco.
Todos com esperança que o batimento cardíaco retornasse. 40bpm que fosse. Iria ser colocado um marcapasso.
Eu continuando a ambuzar. Pensando em tudo e pensando em nada ao mesmo tempo.
Tudo tão rápido...

18:30 - Hora do Óbito.

18 julho 2008

648 Horas Para um Reencontro


Fazemos o possível e o impossível para encontrar alguém especial.
Procuramos... procuramos... procuramos, por fim acabamos deixando o tempo passar e nos fazer entender que o perfeccionismo é apensa coisa de nossa cabeça e que não existe.
Mas o estranho, é que quando desistimos de procurar, e sem ao menos esperar, a história muda e você é encontrado num filete de luz. Nada pode descrever a sensação. vou ser clichê e cantar o refrão de Alanis:

"You've already won me over in spite of me
Don't be alarmed if I fall head over feet
Don't be surprised if I love you for all that you are
I couldn't help it
It's all your fault."

Por incrível que pareça a felicidade sempre mora numa cidade distânte, mas nos deixa no ar a expectativa de reencontro. Ainda faltam 648 horas ou 38.880 minutos ou 2.332.800 segundos.
Mas provavelmente este tempo ja diminuiu, pois estou na contagem regressiva.
Aguardo o 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...
... e que o fogos comecem.
OBS: E todos falam que é impossível algo a distância. Vou simplesmente dizer "Por você eu faria mil vezes".

10 julho 2008

Projeção de Um Futuro Presente

E passam as estações, me encontro agora numa primavera hostil, já com razões suficientes para poder abandonar-te. Razões suficientes. Coragem pouca. Neste intervalo, muito se perdeu em minha memória, algum resquício ainda se faz presente, como anestesia pós cirurgia. Queria sentir algo novamente, mas o produto da imperfeição me faz anunciar a distância como melhor opção. Encontro respostas em letras deformadas, livros quem sabe, talvez uma música, creio que são minhas companheiras neste momento. Sei que trovoadas virão e passarão. E que bonança se fará presente num futuro distante, o que me faz perceber que sou humano, imperfeito, egoísta e mesquinho. Penso em mim e como lucrar no mundo capitalista. Lucrar, tendo alguém que proclame minha felicidade. Algo utópico, mas que se faz necessário na vida de todos. Alguém que mostre a direção do paraíso. Ter uma “cicrana” boa de atuação, pelo menos o suficiente, para fingir bem as famosas palavras: “de hoje em diante, para o melhor e o pior, na riqueza e na pobreza, na doença e na saúde, para amar-te e honrar-te, até que a morte nos separe”. Felicidade instantânea inexistente. Vou beber uma dose, acho que é coisa momentânea, um surto esporádico. Um pequeno doce neste dia. Assim um novo dia nasce.

04 julho 2008

Sinto Saudades

De quando cavava um buraco na terra, colocando um pé dentro dele, e cobrindo com a própria terra retirada. Era meu castelo.
Do buraco com um plástico. Era meu reservatório de água.
Das colheres perdidas fazendo essas brincadeiras. Rendiam-me umas broncas.
Da minha infância. Lembranças.
Das falsas expressões que ainda vejo mas, que não me afetavam naquela época.
Da velhinha simpática que morreu de desgosto ao saber que seu marido tinha uma amante há anos.
Da vizinha que tinha a santa habilidade de retirar os Tunga penetrans de meus pés por brincar na terra citada.
Do pé de romã no quintal de minha ex-casa.
De minha ex-casa.
Das pessoas que a maioria se mudaram, das que casaram e até das que se mataram.
Dos que foram presos por estupro.
Da cena ridícula gravada em uma fita.
Das situações criadas por meu pai.
Daquela cadeirinha de cordas vermelha que pude aproveitar apenas por seis meses por ser muito grande.
Das piscinas do clube, que por sinal, não tinham proteção em suas bordas, e que pulava sem ter noção da morte.
Das broncas que entravam pela ouvido direito e saiam pelo esquerdo.
Do tempo perdido durante anos de crescimento.
Sinto saudades do amor.
Sinto saudades das minhas velharias.
Sinto saudades de mim.
De você.
Da droga do destino que pra curvas me levou.
Saudades do tempo que não pensava em alguém com sentimentos pornográficos.
Saudades da minha inocência.
Saudades da porra de vida que levava.

29 junho 2008

Toca telefone, toca!

Meu céu está azul e meu cigarro ainda queima no cinzeiro. Esta aceso, mas não o fumo. Estou tremendo, ainda não recebi notícias suas. Não sei ao certo se tremo por saudades, ou por vício.
Jurei parar, mas a ansiedade é extrema, nem mesmo meu chiclete de nicotina me sacia. Toca telefone, toca! Será que esta quebrado? Não, não está. Já retirei do gancho, sim está com linha.
O cigarro apagou. Vou queimar um incenso, mesmo não acreditando em seu poder de atração.
O incenso queimou e eu cochilei sem ligação alguma. Foi tão pouco, mas me recompus. As horas passaram e quando dei por mim, os cantos dos meus dedos já sangravam, pois já não mais havia unha para roer. E nada.
Meu céu está azul e estou sem fome para um desjejum, o maço me encara enquanto o destilado me chama. Estou sem droga alguma. Estou sem você. Não sei porque terminamos, mas no momento imploro: “toca telefone, toca!”.

25 junho 2008

Apaixonando-se

Será mais fácil / Tudo escuro / O que você gosta? / É tão inocente / Qual sua frustração? / Como ela te alimenta? / Como acabar com ela? / Ela te derruba, te machuca e confunde / Sua doença, seu mal e seu ser / Te rouba e leva o tempo / Destrói seu reino / Te fecha para uma própria superproteção / Como seria mais fácil? / Talvez se perdesse a sanidade / Mas momentaneamente sem escolha / Sem costume do desejo próprio / Tudo sua culpa / Por sua ira / Momentânea / Com sua insanidade eu te amo / Até sua falta de paciência / Nem ouvido sou / Sou racional / Agora estou estranho / Sem saber o que fazer / Como preencher minha razão / Sem saber como entender sua loucura / Seu choro / Seu excesso de miséria / Seu egoísmo / Sua diferença e postura / Sua falta de audição / Seus finais de pensamentos / Resquícios de um estrangulamento / Mera ilusão de uma princesa com lágrimas reprimidas / Em fotos enigmáticas e absurdas / Dada por uma relação simples e complexa / Datada na vaga lembrança do inconsciente / Uma loucura depressiva que me afirma e aproxima de você / Um círculo vicioso dosado e perdido / Que me deixa louco e confuso / Serei sua mente brevemente / Perderei minha razão e será por você / Serei louco por alguém que não vale nada / Qual a razão disto então?
Acho que me apaixonei / Acho que enlouqueci.

20 junho 2008

Seguindo a vida

Sentado e na espera da esperança, fico pensando nos erros e acertos que vivi. Não sei ao certo o que foi acerto, nem mesmo o que foi erro, mas ainda assim sei que mais errei do que acertei. Não posso culpar o mundo pelo que sinto agora, mas o agora ainda é tempo, e posso mudar meu fim. Portanto, juntarei meus problemas numa trouxa de retalhos pendurada na ponta de um cabo de vassoura se este aguentar o peso. Assim, seguirei meu caminho, o do desconhecido. Dentro do saco, levo minha roupa suja, meus pensamentos de devassidão e desavastação, um pedaço de pizza, uma garrafa de whiskey barata, papéis, uma foto sua e uma caneta vermelha. No meu bolso direito apenas um mapa ainda indefinido, no esquerdo um maço de cigarros já aberto e quase no fim. Rumarei sem rumo, é o que espero encontrar passo a passo. Estranhos em meu caminho quero encontrar e com certeza desviarei de alguns. Vou fingir que sou capaz de usar o "del" em meu cérebro em algumas situações. E para não exceder o uso desta opção, serei cauteloso, ou seja, terie de esperar um pouco mais o tempo passar.

17 junho 2008

Aceitar Do Germinar

Ao acordar, já escondo o rosto com minha máscara,
Aquela que finge ante a sociedade, o quanto eu ainda à amo.
É o que me resta.
Sentimentos antigos e vivos, num presente morto
Desnorteio perante sua presença
Um “feedback” doentio e sem objetivos
Assim me encontro, nú.
Por que você complicou as coisas? Estava tão perfeito
Mas nada é perfeito, nem mesmo a perfeição
Reiniciar ainda é tempo, porém não mais viável à mim.
Seria, somente para um louco
Por que de início, não pedi muito.
Ainda não percebeu que só mentiu para si?
Chegamos ao ápice, pois aqui jaz meu coração
Abaixo de sete palmos de terra,
E eu pisoteando sua cobertura verde.
Uma grama macia, de um verde vivo alimentada, talvez, por seus restos em decomposição, juntamente com seus vermes e gases fermentados.
Acrescentando lágrimas derramadas, pelos que aqui, ainda nos assombram,
Cria-se um excelente ambiente para um início de germinação,
A prova que ainda continuamos nossos caminhos,
Mas, que juntamente com esta prova, me faz ver que não aceitei sua morte ainda.

10 junho 2008

O Lenço

Não mais limparei meus olhos por amor.
“Farei” intensamente e trarei meu lenço em meu bolso
Para que seja eu quem enxugue seus olhos
Não falarei o obvio aquilo que não queres ver
Deixo meu coração fechado
Pronto pra você abri-lo
Pronto pra recebe-la
Use-o. ame-o. ele é seu!
Só seu!
Tudo o que eu peço será o seu coração também
Não trago o lenço para mim.
Já sofri. O carrego como marca do que já passei.
Chorei sangue. Fui pisoteado, destroçado!
Cai!
Levantei!
Sou orgulhoso. Sou superior.
Olho de cima e rio de suas lágrimas.
Lágrimas de crocodilo, a falsidade reina.
O que foi?
Estás a chorar?
Eis aqui meu lenço, mas não ligue, ele já está sujo!
Com a sujeira que você deixou em mim!

06 junho 2008

Peso dos Atos

Nossas conexões foram arqueadas, e você permanece céptica.
A dúvida do não amar, é maior do que a própria crença do senti-lo,
As pequenas diferenças. Das digestivas às intragáveis.
Agüentar seu estereotipo de lamúrias intermináveis,
Um velório sem fim.
O ar de estranheza permanente ao seu redor,
Mesmo após banha-la com os mais caros e aromáticos perfumes,
O ar ainda pesa, e nada cai no esquecimento de sua mente.
Do jantar no ano passado, onde me foi servido “traição” como canapés.
Tudo o que foi feito, tudo o que foi-se discutido e nada resolvido,
Mantido.
Somente porque as conseqüências dos atos não voltarão a você.
E com certeza é mais fácil manter esta inconstância do que restabelecer a relação.
Ganhar novamente o que chamamos de “confiança”.
Talvez seja uma palavra sem nexo, e nem deveria existir.
Mas sua existência é compensada, com nossa habilidade de falsificar sentimentos, por nossa máquina cardíaca e cerebral.
Esqueça seu “id”, e até seu “ego”
Pois nada lhe trará o perdão
Nem suas lágrimas,
Nem mesmo sua morte.

04 junho 2008

Bons Tempos

Seria uma hipérbole dizer que um chute no saco dói tanto quanto o parto natural. Porém nenhum dos citados chegam aos pés do que a (dor da) festa da felicidade, e dos sininhos que tilintam quando você conhece alguém.
O desejo de posse e do estar perto, do controle irracional de seus sentimentos.
Daquele monstro do odiar a sí mesmo por ter que gostar de alguém que você realmente gosta.
Uma auto flagelação que se repete num círculo vicioso dia pós dia.
Todo seu desejo e pensamento voltando-se a você mesmo. Sem nenhuma forma de descarga.
Você foi tudo, e eu o nada.
Numa balança.
Como era simples sem você.